totalitarismo em Espanha

16/11/2012 20:24

 

 

 

 

A vitória republicanaO levantamento nacionalistaA Guerra Cívil

 

A vitória republicana

 

Em 1931, foi proclamada a 2.ª República e instaurado um regime democrático e parlamentar em Espanha, pondo fim a uma Ditadura Militar.

 

O novo governo adoptou uma Constituição liberal, iniciou uma reforma agrária, com vista a uma distribuição mais justa da propriedade, e publicou a lei da separação da Igreja do Estado, pondo fim à ingerência daquela nos assuntos do país.

 

Bandeira espanhola durante o período da II República

Nos fins de 1933, uma coligação moderada-conservadora, apoiada pela Igreja e pelos latifundiários, descontentes com as medidas adoptadas, tomou conta do governo e tentou pôr fim às reformas.

 

Seguiram-se greves e revoltas separatistas da Catalunha e no País Basco. Nas Astúrias, milhares de mineiros, a maioria de esquerda, apoderaram-se da maior parte da província. O exército respondeu a estas alterações da ordem através da violência.

 

Em 1936, a Frente Popular, coligação formada por radicais, socialistas, anarquistas e comunistas, venceu as eleições. Grande parte da população, não esperando pelas reformas do novo governo, reagiu contra os conservadores, anteriormente no poder, e lançou o país no caos: mais de cem greves gerais, igrejas incendiadas por todo o lado e ocupação de terras pelos camponeses.

 

 

 

 

O levantamento nacionalista

 

Vivia-se um ambiente propício para o início de uma Guerra Civil.

 

Preocupados com esta situação, membros do exército, entre eles o general Franco, planearam um golpe de Estado, que seria apoiado pelas forças de direita: conservadores, Igreja, monárquicos e falangistas. Estes responsabilizavam o governo pela má situação económica, social e política que se vivia no país.

 

Assim, a 17 de Julho de 1936, teve início o golpe de Estado, primeiro em Marrocos e depois por toda a Espanha.

 

Contudo, o governo republicano, apoiado por grande parte da população, ofereceu resistência. Começava assim uma Guerra Civil que duraria três longos anos.

Francisco Franco (1892-1975)

 

 

 

 

 

A Guerra Civil (1936-1939)

 

A Guerra Civil dividiu a Espanha em duas partes, colocando frente a frente:

 

Os Republicanos:

defensores do governo da Frente Popular;

Os Nacionalistas:

coligação das forças de direita liderada pelo general Franco

 

 

Ambos os movimentos receberam auxílio interno e externo, o qual foi determinante para o desenrolar da guerra:


 

Apoios

Republicanos

Nacionalistas

Internos

Partidos da Frente Popular

Marinha

Operários

Nacionalistas bascos e catalães

Maioria do Exército

Monárquicos

Conservadores

Falangistas

Igreja

 

Externos

URSS (alimentos, medicamentos, armamento e conselheiros militares)

 

Brigadas internacionais (voluntários de vários países)

Itália (Legião azul: tanques, navios, aviões e soldados)

 

Alemanha (Legião Condor: 100 aviões e soldados)

 

Portugal (Viriatos)

 

 

Morte de um Republicano (Frederico Borrell García) - Fotografia emblemática da Guerra Civíl de Espanha.  

 

Este conflito provocou milhares de mortos, mutilados e órfãos. Centenas de milhares de pessoas emigraram para escapar à guerra e à vingança dos vencedores, e cidades inteiras ficaram destruídas. Foi, também, uma antevisão dos horrores da 2ª Guerra Mundial, pois serviu de ensaio de material bélico por parte da Alemanha de Hitler. Encontro de Franco com Hitler em Hendaye (20 de Outubro de 1940)

 

 

 

Guérnica- Quadro de Pablo Picasso é uma homenagem à cidade do mesmo nome. A de 26 de Abril de 1937 esta foi alvo de bombardeamentos por parte da Legião Condor por ordem do General Franco. Dos 7000 habitantes, 1654 foram mortos e 889 feridos.

 

Saíram vitoriosos os Nacionalistas, que instauraram um regime autoritário de carácter fascista, dirigido pelo general Franco ("o Caudilho"), até 1975.

 

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