O CORPO EXPEDICIONÁRIO PORTUGUÊS NA 1ª GUERRA MUNDIAL

19/11/2012 09:39

O CORPO EXPEDICIONÁRIO PORTUGUÊS NA 1ª GUERRA MUNDIAL

Por Reinaldo V. Theodoro

 

Na trincheira alemã, diante dos valentes soldados portugueses, um soldado tem uma idéia para atrair os inimigos lusitanos para uma armadilha. Ele chega na beirada da trincheira e grita:

– Ô, Manuel!!!!

Na trincheira portuguesa, todos os manuéis levantam-se e gritam em resposta:

– O que é?!!!

São todos imediatamente fuzilados pelos alemães.

Tendo funcionado o estratagema, o alemão gritou de novo:

– Ô, Joaquim!!!!

Na trincheira portuguesa, todos os joaquins levantam-se e gritam em resposta:

– O que é?!!!

São todos imediatamente fuzilados pelos alemães.

Na trincheira portuguesa, o único sobrevivente –chamado António – percebeu a esperteza alemã e decidiu dar o troco. Chegou na beirada da trincheira e gritou:

– Ô, Fritz!!!!

Na trincheira alemã, todos os soldados se levantam e gritam em resposta:

– Aqui não tem nenhum Fritz!!!

E o português desabafa em protesto:

– Ah, se tivesse!!!!

Talvez você já conheça a piada. O que talvez você não saiba é que portugueses e alemães realmente estiveram em trincheiras opostas durante a 1ª Guerra Mundial. E não teve graça nenhuma.

Antecedentes:

Desde o início da Grande Guerra, em 1914, soldados portugueses e alemães se enfrentaram nas colónias africanas (Angola e Moçambique). Todavia, a jovem República de Portugal desejava tomar parte mais ativa na guerra, pelas seguintes razões:

• A histórica aliança com a Inglaterra, que datava de 1386 (o Tratado de Windsor) e que foi a espinha-dorsal da diplomacia portuguesa até a entrada do país na OTAN, após a 2ª Guerra Mundial;

• Garantir a manutenção das colónias africanas, de forma a poder reivindicar a sua soberania na conferência de paz que certamente haveria após a guerra;

• A necessidade de afirmar o prestígio e a influência diplomática do Estado republicano entre as potências monárquicas européias, de forma a granjear apoio perante um possível golpe monarquista que visasse derrubar o regime republicano (muitos portugueses defendiam então o retorno à monarquia);

• A vontade de afirmar valores de Estado que distinguissem Portugal da Espanha e que assegurassem a independência nacional;

• A necessidade, por parte do Partido Republicano, de afirmar o seu poder político, ao envolver o país num esforço coletivo de guerra, tanto em relação à oposição quanto em relação às influências monárquicas no exílio.

Contudo, a Inglaterra não nutria nenhum interesse em um maior envolvimento de Portugal na guerra. Os britânicos não tinham as Forças Armadas Portuguesas em boa conta e consideravam o próprio país como um aliado quase inútil, incapaz de se defender ou às suas colónias. A despeito das escaramuças entre alemães e portugueses na África, desde 1914, Portugal, sob pressão britânica, declarou a sua neutralidade no conflito já em 07/08/14. Mesmo assim, no ano seguinte, iniciou-se a preparação e treinamento das forças militares portuguesas.

Porém, no início de 1916, os ingleses solicitaram a Portugal o apresamento de todos os navios alemães e austro-húngaros na costa lusitana. A aquiescência portuguesa justificou a declaração de guerra da Alemanha a Portugal, a 09/03/16.

Devido à dizimação de suas forças em dois anos de guerra, os aliados passaram a considerar a utilidade de ter tropas portuguesas ao seu lado. A 15/06/16, o governo britânico convidou formalmente Portugal a tomar parte ativa nas operações militares dos aliados e, a 22/07/16, foi criado o Corpo Expedicionário Português (CEP), composto por 30.000 homens. Em dezembro, o Chefe do Estado-maior do CEP, Major Roberto Baptista, partiu para a França, acompanhado de outros oficiais, para preparar a recepção das tropas portuguesas.

Superando grandes dificuldades, uma força bem treinada e equipada estava pronta em apenas três meses. Esse fato notável ficou conhecido como “O Milagre de Tancos".

Foi acertado que o CEP seria subordinado à BEF (British Expeditionary Force). A pedido da França, Portugal formaria também guarnições para 25 baterias de artilharia pesada, sob um comando superior português. Tem assim origem o Corpo de Artilharia Pesada Independente (CAPI), que seria composto por três grupos mistos de três baterias de artilharia pesada (uma com canhões ferroviários de 320 mm e as outras duas com peças de 190 mm ou 240 mm). Embora as armas fossem fornecidas pelos britânicos, o CAPI ficaria sob o comando operacional da França.

A 17/01/17, o CEP é organizado na forma de uma divisão de infantaria reforçada, cuja 1ª Brigada embarcou para a França em vapores ingleses a 1 As fontes são conflitantes quanto ao efetivo total enviado para a França, entre 02/02/17 e 28/10/17. São citados: 59.383, 55.165 e 55.083 homens. Possivelmente, o primeiro número inclui o CAPI. 2 Tancos era o campo de treinamento onde a força estava sendo preparada.

30 desse mês. Ela desembarcou em Brest a 02/02/17 e a 08/02/17 chegou a Thérouane, na Flandres francesa, que seria o seu local de concentração e treinamento. Também aí eles receberam o seu equipamento (capacetes, armas, máscaras de gases, etc.). Ainda nesse mês, decidiu-se elevar o efetivo do CEP para um Corpo-de-Exército de duas divisões.

Cada divisão portuguesa era composta por três brigadas, cada uma com quatro batalhões de infantaria, similar ao modelo britânico.

Os Portugueses Entram em Linha

A 04/04/17, as primeiras tropas portuguesas chegam às trincheiras. Nesse mesmo dia, é morto o primeiro soldado português no front ocidental,

António Gonçalves Curado. A 30/05/17, a 1ª Brigada de Infantaria portuguesa assume a responsabilidade por um setor na frente de batalha.

Poucos dias depois, a 04/06/17, os portugueses têm seu batismo de fogo, enfrentando um ataque alemão. A 17/06/17, eles realizaram seu primeiro ataque.

Soldados portugueses nas trincheiras.

A 10/07/16, com a entrada da 3ª Brigada em linha (a 2ª já havia entrado a 16/06/17), a 1ª Divisão de Infantaria portuguesa assumiu a responsabilidade por um setor na frente, subordinada ao 11º Corpo-de-Exército britânico.

No dia 14/09/17, os portugueses fizeram seus primeiros prisioneiros alemães (quatro) na frente ocidental.

A 23/09/17, a 4ª Brigada, parte da 2ª Divisão, entrou em linha.

A 17/10/17, o primeiro contingente do CAPI chega à sua zona de concentração na França. Passou então a ser conhecido como Corps d'Artillerie Lourde Portugais (CALP), mas só entrou em ação a 16/03/18.

A 05/11/17, o CEP assumiu a responsabilidade pelo seu setor na frente, ficando subordinado ao 1.º Exército britânico. A 26/11/17, a 2.ª Divisão do CEP assumiu a responsabilidade da sua parte na frente.

Todavia, os problemas surgiram desde cedo. Os soldados portugueses detestavam a ração inglesa e sofreram muito com o terrível frio do inverno de

1917-18, com temperaturas que chegaram a -22º Celsius. Desde 28/10/17, quando o último navio de transporte de tropas britânico, dos sete iniciais, foi retirado, os quadros do corpo expedicionário não foram mais recompletados nem substituídos.

Os homens passaram a se sentir abandonados no inferno pelos seus governantes. Era acabrunhante o fato de estarem lutando longe da Pátria e por uma causa estranha. Os oficiais, na tentativa de manter o moral de suas tropas, faziam promessas de descansos e licenças que nunca se realizavam e, por outro lado, exigiam deles esforços redobrados, à medida que seus efetivos minguavam, reduzidos pelo combate, doenças e deserções. No início de abril de 1918, o CEP já havia sofrido 5.420 baixas (1.044 dos quais mortos).

A exaustão e o desespero atingiram o auge nas fileiras e o moral português logo despencou.

No dia 04/04/18, as tropas amotinaram-se em pleno campo de batalha. O comandante do CEP, General Tamagnini, se viu forçado a aceitar a gravidade da situação e informar a seus superiores em Lisboa e no comando britânico.

Os Generais Fernando Tamagnini de Abreu e Silva (comandante do CEP), Richard Haking (comandante do 11º Corpo-de-Exército britânico) e Manuel de Oliveira Gomes da Costa (comandante da 2ª Divisão portuguesa).

A 06/04/18, o CEP é reorganizado e praticamente deixa de existir. A 2ª Divisão, reforçada, tomaria conta do setor português, subordinada ao 11º Corpo-de-Exército britânico, enquanto a 1ª Divisão deveria ir para reserva, sendo substituída pela 55ª Divisão inglesa (West Lancashire). Contudo, quando o General Haking, comandante do

11º Corpo, visitou as tropas portuguesas, decidiu também retirar a 2ª Divisão da linha de frente. A ordem deveria ser executada no dia 09/04/17.

Também foi decidido que o CAPI passaria a ser subordinado ao CEP.

Mas os alemães tinham outros planos...

 

A Destruição da 2ª Divisão Portuguesa

As três desfalcadas brigadas da 2ª Divisão Portuguesa tinham que guarnecer três linhas sucessivas de trincheiras e outra linha de defesa baseada em baluartes estabelecidos em vilarejos, totalizando cerca de 40 quilômetros. De Norte para o Sul, estavam, sucessivamente, as 4ª, 6ª e 5ª Brigadas, com a 3ª Brigada (1ª Divisão) em reserva.

Ao Norte da posição portuguesa, estava a 40ª Divisão de Infantaria britânica, enquanto ao Sul estava a 55ª. Às 4:15 h de 09/04/17, os alemães iniciaram uma violenta barragem de artilharia de mais de duas horas de duração, dando início ao que ficou conhecido entre os portugueses como a “Batalha de Lys”. (O que os portugueses chamam de “Batalha de La Lys” foi apenas o primeiro dia da “Operação Georgette”

do 6º Exército alemão. Essa batalha também é conhecida como "Batalha de Estaires" pelos britânicos).

Esse bombardeio preliminar foi de tal forma intenso que um batalhão português se recusou a seguir para a frente. Às 7:00 h, as massas de infantaria alemã avançaram em ondas, arrasando os aturdidos defensores.

Só contra o setor português, o 6º Exército alemão lançou oito divisões: 8ª, 35ª, 42ª e 117ª de Infantaria, 81ª da Reserva, 1ª e 8ª Bávaras da Reserva e 10ª Ersatz (Treinamento). Ao todo, quase 100.000 homens e 1.700 peças de artilharia contra 20.000 portugueses e seus 88 canhões de apoio.

No Norte, a 4ª Brigada (a “Brigada do Minho”, assim chamada porque seus integrantes haviam sido recrutados nessa região do país) defendia a linha com dois batalhões na frente (8º e 20º) e dois na reserva (3º e 29º). Apesar de tudo o que havia sofrido, o 8º Batalhão resistiu valorosamente aos ataques da 42ª Divisão alemã. Contudo, e apesar de receber o reforço do 29º Batalhão, foi forçado a recuar até o QG da Brigada em Laventie.

Aqui, às 11:00 h, se viu forçado à rendição, junto com a maior parte da brigada. O comandante do 8º Batalhão, Major Xavier da Costa, foi eventualmente capturado, após ser ferido três vezes e ficar cego.

No centro, a 35ª Divisão alemã lançou-se contra a 6ª Brigada, que mantinha a sua linha com os 1º e 2º Batalhões de Lisboa. As primeiras linhas de defesa foram rapidamente superadas pelos atacantes e a maioria dos portugueses que haviam sobrevivido ao demolidor bombardeio estava aturdida demais para oferecer qualquer resistência.

No Sul, a 8ª Divisão Bávara da Reserva esmagouo 17º Batalhão, da 5ª Brigada, e o 11º Batalhão, da 6ª, que estava em reserva. A 1ª Divisão Bávara da Reserva teve dificuldades em superar a resistência dos 4º e 10º Batalhões (5ª Brigada), mas conseguiu atingir Lacouture.

Por volta das 10:30 h, as baterias de artilharia portuguesas começaram a ser varridas pelo rolo compressor alemão. O QG da 5ª Brigada foi capturado às 13:00 h pela 1ª Divisão Bávara da Reserva.

O comandante da brigada, Coronel Manuel Martins, e muitos outros oficiais e soldados foram mortos e os demais caíram prisioneiros.

O desenrolar da Batalha de Lys.

A seriedade da situação levou o General Haking a liberar suas reservas para ajudar a 3ª Brigada portuguesa a conter a penetração alemã. O 1º Batalhão do King Edward's Horse e o 11º Batalhão de Ciclistas foram enviados à área de Lacouture, onde se uniram aos portugueses dos 13º e 15º Batalhões (5ª e 3ª Brigadas, respectivamente) para defender a vila. Lacouture resistiu galhardamente por mais de 26 horas sob intenso ataque alemão. Por fim, a localidade caiu às 11:45 h de 10/04/18, tendo os alemães capturado 168 portugueses e 77 britânicos. Durante essa batalha desesperada, o soldado Aníbal Augusto Milhais, do 15º Batalhão, sozinho, utilizando uma metralhadora Lewis, cobriu a retirada de todos os seus companheiros sob pesado ataque inimigo. Ele ficou conhecido como o "Soldado Milhões" (um evidente trocadilho com seu sobrenome, mas também porque seu comandante declarou depois que a sua ação valeu pelas de milhões de homens) e tornou-se o mais famoso herói português da 1ª Guerra Mundial. Ele conseguiu escapar e recebeu a “Ordem de Torre e Espada de Valor, Lealdade e Mérito”.

Apesar deste e de outros atos de heroísmo, a derrota das forças portuguesas foi completa. Os remanescentes dos despedaçados batalhões lusitanos recuaram em desordem, deixando armas, canhões, mortos e feridos para trás. O QG da 2ª Divisão, que estava então servindo de ponto de reorganização e reagrupamento de unidades batidas, teve que ser transferido duas vezes só no dia 9.

As perdas do CEP somente nesse dia foram de 7.425 baixas entre oficiais e soldados, sendo 398 mortos e 6.585 prisioneiros (estima-se que cerca de 1.500 dos quais feridos). Os vitoriosos alemães haviam criado uma brecha de 5,5 quilómetros de largura na linha aliada.

A 13/04/18, as 1ª e 2ª Brigadas de Infantaria portuguesas retiram-se para a nova linha de defesa em construção entre Lilliers e Stennberg. O comando britânico enviou elementos das divisões 50ª (Northumbrian) e 51ª (Highland) para fechar a linha aliada, mas, para o CEP, a batalha estava praticamente encerrada.

O colapso do CEP pode ser explicado, em parte, pela insuficiência de tropas. A esmagadora superioridade alemã e o intenso bombardeio preliminar também tiveram decisiva influência no esfacelamento da 2ª Divisão portuguesa.

Mas não se pode deixar de considerar também o estado moral da tropa, por tudo o que já foi mencionado, mais o fato de que a batalha começou no dia em que os soldados sabiam que seriam substituídos.

Com tudo isso, o resultado final da Batalha de Lys não poderia mesmo ser outro.

Crise em Portugal

À medida que o número de mortes foi aumentando no Corpo Expedicionário Português (e o seu fim tornava-se previsível) a guerra ficava cada vez mais impopular.

O custo de vida aumentava, o abastecimento de géneros escasseava e o desemprego crescia.

Estes fatores fizeram deflagrar violentas reações sociais (greves e saques) que eram aproveitadas pelos unionistas e monarquistas, contrários à intervenção de Portugal na guerra e defensores da retirada das tropas portuguesas dos campos de batalha da Europa.

Em Portugal, panfletos pacifistas eram distribuídos abertamente (embora a tropa não tivesse acesso a eles, por ser, na maioria, composta por analfabetos). A sigla “CEP” foi até corrompida para "Carneiros de Exportação Portuguesa".

A este agravamento das condições de vida e da agitação social e política, o governo não apresentava soluções, recusando a entrada no governo de elementos de outros partidos republicanos, católicos e independentes.

A 05/12/17, o Major Sidónio Pais, embaixador de Portugal em Berlim de 1912 a 1916, germanófilo e professor da Escola de Guerra, chefiou um golpe que o levou ao poder três dias depois. A 09/12/17, o Congresso foi dissolvido. A 12/12/17, o Presidente da República, Bernardino Machado, foi destituído. Este movimento passou a ser conhecido como “Dezembrismo”. A 06/01/18, marinheiros da Armada tentaram uma ação contrarevolucionária que fracassou.

O “Dezembrismo” parece ter sido o golpe de misdericórdia numa moral beligerante que havia sido vacilante desde o princípio. O CEP acabou entregue à própria sorte por um novo governo que estava mais preocupado com uma inflação nunca vista, falta de alimentos, disseminação de pestes e a contestação cada vez mais forte de uma guerra distante.

O Fim da Guerra para os Portugueses

O desastre que se abateu sobre os portugueses fez com que os britânicos perdessem a confiança na capacidade militar de seus aliados. E, embora algumas unidades e até a 1ª Divisão eventualmente retornassem à linha de frente, muitos sobreviventes do CEP passaram a ser usados pelos britânicos apenas como mão-de-obra para cavar trincheiras e reparar estradas. Também se provou ser impraticável reconstituir completamente o CEP.

A guerra terminou em novembro, sem que as tropas portuguesas fossem empenhadas em nenhuma outra ação relevante. A 09/12/18, partiu para Cherburgo, porto de embarque, o primeiro contingente de tropas do CEP que regressariam a Portugal.

O total de perdas do CEP em 1917-18 foi de 21.277, sendo 2.0964 mortos, 5.224 feridos, 6.678 prisioneiros e 7.279 por outras causas. Por este alto preço, os portugueses conquistaram o direito de participar da Parada da Vitória, em Paris. A

14/07/19, um contingente constituído por 400 homens desfilou passando sob o Arco do Triunfo.

Conclusões

No esforço de guerra português, chegaram a ser mobilizados quase 200 mil homens. As perdas atingiram cerca de 7.000 mortos e milhares de feridos (entre o CEP e a África), além de custos económicos e sociais gravemente superiores à capacidade nacional. O Tratado de Versalhes restituiu formalmente a Portugal a ilha de Quionga

(Moçambique) que os alemães haviam ocupado em 1894. No entanto, ela já havia sido reocupada pelos portugueses em abril de 1916. Este foi o único “ganho” português na 1ª Guerra Mundial.

No final das contas, os objetivos que levaram os políticos portugueses responsáveis a entrar na guerra saíram gorados na sua totalidade. A unidade nacional não seria conseguida por este meio e a instabilidade política acentuar-se-ia até a queda do regime democrático em 1926.

Os oficiais e soldados portugueses que lutaram e morreram por uma causa que, de maneira nenhuma, justificava tal sacrifício estão sepultados no Cemitério Militar Português de Richebourg, na França.

 

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