A Civilização Romana

17/11/2012 16:07

 

A Civilização Romana

 

Civilização que formou o maior Império que o Mundo já viu.

A História da Civilização Romana teve início na Península Itálica.

Por volta de 2000 a.C. esta região foi invadida pelos italiotas (Sabinos, Latinos e Volscos). Eles misturaram-se com os povos primitivos locais e passaram a povoar o centro da região.Coliseu de RomaMais tarde os Etruscos fixaram-se ao norte e depois de algum tempo migraram para o sul. Os italiotas buscando melhor se defenderem dos ataques dos etruscos, construíram uma grande fortificação.

Mesmo com a construção desta fortificação, os invasores conseguiram dominar os italiotas.

Por volta do seculo VIII a.C. a fortaleza foi transformada num núcleo populacional que, com o passar do tempo se transformaria numa grande cidade que ficaria historicamente conhecida como Roma.

O Poeta Romano Virgílio, conta a Lenda da Fundação de Roma em sua Obra, Enéida.

A História de Roma pode ser dividida em 3 períodos.

Monarquia Romana (753 a.C - 509 a.C)

No início da monarquia, Roma foi governada por Reis de origem etruscas. Neste período os gregos tiveram grande influência sobre a realeza. Na monarquia a sociedade estava dividida em:

Patrícios - Os grandes proprietários de terras e de gado. Somente eles poderiam ocupar os cargos politico, militar e religioso.
Plebeus - homens livres mas sem direitos políticos. Eram maioria em Roma.
Clientes - plebeus que prestavam serviços a um patrício em troca de dinheiro ou de terra.
Escravos - pessoas escravizadas por dívidas ou oriundas dos povos conquistados pelos romanos.

Os Reis de Roma eram escolhidos pela Assembleia Curial, grupo de patrícios encarregados de escolher o rei de Roma e de criar leis.

O Senado Romano, também conhecido como Conselho dos Anciãos, eram composto também por patrícios idosos. Eles tinham a tarefa de aprovar ou não as leis aprovadas pelos Reis.

Em 509 a.C., um choque de interesses entre o Rei e a Aristocracia deu fim a Monarquia. Tarquínio, último monarca de Roma, foi deposto pelo Senado.

A República Romana (509 a.C - 27 a.C)

A República Romana foi marcada por agitações sociais. Ao mesmo tempo em que Roma crescia, aumentava as diferenças sociais entre patrícios e plebeus.

O Senado deu um golpe de estado e criou uma República Oligárquica que atendia somente aos desejos dos patrícios. Os plebeus descontentes com a situação social em que viviam, rebelaram-se e exigiram reformas políticas.

Conscientes de sua importância na sociedade, os plebeus passaram a exigir os seus direitos políticos. Como os patrícios dependiam dos plebeus nas atividades econômicas e militares, tiveram que atender aos pedidos. Foram criadas leis e instituições que atendiam os desejos dos plebeus. Dentre estas instituições destaca-se:

Tribunos da Plebe - Conselho formado por plebeus que tinham o trabalho de vetar as decisões do Senado que se mostrassem ameaçadoras aos interesses da Plebe.

Lei das Doze Tábuas - leis escritas que valiam tanto para os plebeus quanto para os patrícios.

Os plebeus também conquistaram o direito de se candidatar aos cargos de Magistrados, antes formado apenas por patrícios. O Direito Romano foi a maior contribuição que Roma deixou de herança para o mundo ocidental.

Na República o poder passou a ser exercido pelos magistrados que exerciam diversos cargos. Os principais eram:

Cônsules - Magistrados encarregados de comandar o Exército Romano.
Pretores - Magistrados encarregadas de fazer a justiça.
Censores - Responsáveis pelo censo populacional.
Questores - Encarregados pela administração das finanças.
Edil - Responsável pela ordem pública e abastecimento das cidades.
Senador - Magistrado pertencente ao Senado Romano.

Os Senadores eram responsáveis por um grande número de decisões políticas. Dentre as mais importantes destaca-se a nomeação dos Cônsules.

Foi no período republicano que Roma lançou-se em guerras de conquistas. A mais difícil delas foi a guerra contra Cartago e suas províncias, as chamadas Guerras Púnicas. Com a conquista do Mediterrâneo, antes controlado pelos fenícios de Cartago, os romanos continuaram a lutar com outros povos. Valendo-se de exércitos poderosos, os romanos conquistaram terras que antes pertenciam aos gregos, egípcios, mesopotâmicos e Persas.

Os Generais Romanos, maiores liderança do Exército, passaram a interferir nas decisões politicas da República. Em 60 a.C. o poder foi divido entre os Cônsules Pompeu, Crasso e Júlio César. A divisão do poder entre os 3 generais ficou conhecida como o Primeiro Triunvirato.

Com a morte de Crasso, Pompeu e Júlio César passaram a disputar o Cargo de Cônsul único. Na disputa pelo poder César saiu vitorioso mas anos depois foi assassinado por uma conspiração formada por senadores.

Em 43 a.C., novamente o poder é divido entre 3 Cônsules. Formou-se o Segundo Triunvirato composto por Marco António, Lépido e Otávio. Após afastar Lépido e derrotar Marco Antônio, Otávio tornasse líder supremo de Roma, iniciando assim a fase imperial de Roma.

O Império Romano ( 27 a.C - 476 d.C)

Otávio recebeu o titulo de Augusto a passou a ter total controle sobre as decisões políticas de Roma.

O Senado que antes da formação do Império decidia os rumo da política, agora exercia o simples papel de conselho imperial para o Imperadores de Roma. Com a morte de Otávio Augusto em 14 d.C, sucederam-se 4 dinastias de Imperadores que são:

Dinastia Julius Cláudia (14 - 69)

Desta família vieram os imperadores Tibério, Calígula, Cláudio e Nero. No reinado desta Dinastia Houve conflitos entre o Senado e os Imperadores.

Dinastia dos Flávios (69 a 96)

Família que colocou no poder Vespassiano, Tito e Dominicano. Com o apoio do Exército, a Dinastia Flaviana conseguiu controlar o Senado.

Dinastia dos Antoninos ( 96 a 192)

Nerva, Trajano, Adriano, Antonino, Pio, Marco Aurélio e Cômodo foram os imperadores desta dinastia.

Os Antoninos buscaram a reconciliação do Senado com com a figura Imperial. Nesta dinastia Roma chegou ao seu apogeu com uma expansão territorial nunca antes alcançada por qualquer outra civilização.

Dinastia dos severos (193 - 235)

Teve como imperadores Sétimo Severo, Caracala, Heliogabalo e Severo Alexandre. A Dinastia Severa marca o início do Baixo Império Romano onde o império foi afetado por uma crise econômica e pelas invasões de povos bárbaros.

A Religião Romana

No início da Civilização Romana, as crenças etruscas deu início a pratica religiosa em Roma. Os romanos faziam culto aos seus antepassados. Com o tempo passaram a adorar as divindades gregas que foram rebatizadas como nomes latinos.

No período imperial, no reinado Otávio Augusto, nasceu Jesus Cristo, Fundador do Cristianismo. Com o passar dos séculos a Religião Cristã foi sendo difundida e aceita por todo o território romano. Em 391 o Cristianismo passou a ser a Religião oficial do Império Romano.

A Arte Romana

A Produção artística de Roma inicia-se com a arte etrusca do arco e a abóbada. Com a expansão territorial, Roma assimilou em muito a cultura grega e posteriormente a cultura helenística.

O Declínio do Império Romano

Em 284 o Imperador Diocleciano procurando melhor defender o império das Invasões Barbaras criou a Tetrarquia. O território romano foi divido em 4 partes, cada uma com governo próprio. Os Hunos, povo guerreiro vindos do Oriente, eram os mais temidos de todos os povos bárbaros.

Em 395 Teodósio dividiu o Império em duas partes. O Império Romano do Ocidente com capital em Roma e o Império Romano do Oriente com capital em Constantinopla.

A parte ocidental do império seria destruído em 476 pelos povos germânicos. Odoacro, líder dos Herulos depôs Rômulo Augusto, último Imperador de Roma e tornou-se rei da Itália. No Ocidente foram formados um grande número de reinos bárbaros.

O Império Romano do Oriente que passou a ser chamado de Império Bizantino, durou ate 1453, ano em que os Mulçumanos liderados por Maomé II conquistaram a Cidade de Constantinopla.

Veja também: Os Povos Bárbaros

 

 

—————

Voltar